quinta-feira, 25 de junho de 2009

Defina poder, autoridade e influência. Depois defina elite, mostrando como se articula estes quatro conceitos. Aponte, exemplificando os tipos de



O poder é um dos temas que tem ocupado muito tempo os sociólogos e analistas desde da Antiguidade Clássica, na medida em que é um elemento estruturante da realidade social e da mudança social. Segundo Weber, o poder é um facto universal espalhado de forma heterogénea. Para que haja poder, é necessário haver uma qualquer relação (termo intrínseco), isto é, necessita-se de outro ou outros parra se poder exercer o poder.
Thomas Hobbes, filosofo do século XVI e XVII dizia que o poder não era todo o reconhecimento de uma capacidade do indivíduo utilizar um recurso para obter algo no futuro.
O poder tem três perspectivas:
1) Unilateral (de casualidade linear) é o mais óbvio. É o exemplo de eu empurrar a bola A, que por sua vez, empurra a bola B. é a capacidade de obrigar o outro a fazer o que eu quero. Há uma relação visível e observável de coercibilidade e visibilidade.
2) Bidimensional (de casualidade por propensão) é o menos obvio. Existe na mesma coercibilidade , mas não tem visibilidade. Exemplo de uma situação efeito-causa: Licneciatura: Efeito: estudo / Causa: licenciatura. É a forma de olhar para o poder de maneira diferente não havendo perigo de visibilidade, o que o torna mais complexo
3) Tridimensional (de persuação) é algo complexo porque as razões não são claramente definidas. É muito usada pelo poder político. Tem uma casualidade estrutural, estão incluídas numa estrutura existindo inte-relação. É considerada uma atitude inconsciente. O resultado da persuasão só é conhecido pelo individuo.
Talvez o mais importante dos poderes seja o poder político. Ele é exercido por quem governa. Mesmo sendo a democracia o regime mais comum nos nossos dias, na ditadura este poder é também exercido, mas de forma particular, atendendo às características do ditador. Segundo Lapiere, o poder politico é individualizado, a pessoas que exerce o poder considera que os restantes não têm poder sobre ela. Em democracia, o poder politico está institucionalizado, ou seja, está limitado pelos diversos órgãos decretados na ordem jurídica.
Como é obvio, o poder não é somente politico, cada um de nós tem uma espécie de poder.
Assim, sendo, existe o poder social e simbólico.
O poder social tem um grau de complexidade muito elevado. Está relacionado com o reconhecimento que não é claramente evidente. Por exemplo, as mulheres africanas têm muito poder social pela prática da agricultura e pela gestão doméstica, mas não têm acesso poder, ou seja, não têm poder politico. O poder social associa-se ao individuo ou indivíduos que tenham uma educação superior comparada com os demais.
Associado a este poder, está o poder simbólico. São domínios que se interligam. Tem um grau de complexidade igualmente elevado, mas menos visível e palpável que o social. Tem-lhe agregado o princípio do interacionismo. Assenta-se num sistema de valores, de carisma, de liderança. É um poder subjectivo, está muito ligado à História.
Weber, que contribui para o nascimento da sociologia, dizia que o poder, ou como ele denominava – a autoridade, dividia-se em três grandes grupos:
- Tradicional: encontra-se nas sociedades tradicionais. Segue-se a tradição do primeiro líder, sendo o filho, o neto a herdar a chefia do poder. A estrutura é estabelecida pelo princípio de hereditariedade.
- Racional: foi o que mais ocupou o tempo de Weber. Estruturado com base no exercito da Prússia. É um poder que tem regulamentos que determinam quem vai chegar ao poder. É o caso agora do acesso à função publica, onde há regulamentos e requisitos.
- Carismático: tem tudo a ver com o carisma. O líder tem características que são fascinantes o que seduz todos os outros. Nas instituições há este tipo de poder, no qual tem que se perceber onde há a liderança, pois nem sempre é o chefe, pode ser um funcionário que já esteja na instituição há muitos anos e que conheça todos os mecanismos da organização.
Para Weber, o tipo ideal era um burocracia, contudo, não existe. Esta pode ser encarada como um modo de chegar o tipo idela de poder.
Weber, porém, nunca considerou as disfuncionalidades da burocracia. Não pode a burocracia ser considerada Filosofia Social porque Weber nunca disse que este tipo idela tinha que ser aplicado, é uma mera teorização, uma análise subjectiva.
Poder, influencia, autoridade são conceitos polissémicos, de confluência, contudo, distintos.
O poder é muitas vezes influenciado pela autoridade, contudo, qualquer tip+o de comparação é impossível de se fazer. É a capacidade de obrigar outrem a fazer algo, com recurso, se necessário, a sanções materiais – obrigar. É um um domínio empírico que tem a ver com a força.
A autoridade não tem sanções. É a capacidade de induzir outrem a adoptar um comportamento. Ghandhi é um exemplo de autoridade, já que através da desobediência civil, derrubou o exército britânico
A influência é o efeito dos dois conceitos anteriores. Qualquer indivíduo com poder ou autoridade tem que ser influente para que esses dois “estados” sejam legitimados socialmente.
Através do pensamento de poder em geral surge a teoria das elites.
A teria das elites aparece como forma de oposição ao marxismo que consideravam insuficiente para explicar a sociedade. O marxismo assenta na ideia de materialismo histórico, em que as sociedades estão organizadas pelo trabalho e pela economia – Burguesia (supra estrutura) e proletariado. (infra estrutura).
Os primeiros elitistas não percebiam como era possível esta teoria ter um peso tão grande nas sociedades. Acreditavam assim que não era a economia a base da organização da sociedade, mas sim o poder politico.
A teoria das elites emerge em Itália com Pareto (1848-1923). Ele é o primeiro teórico com este tipo de abordagem. Trabalhou numa empresa mineira o que fez ter contacto com todos os poderes de direcção o que o fez ter uma opinião desprezível e incompetente.
Pareto chegou à conclusão que não era por factores económicos que as pessoas chegam ao poder, é pelo domínio politico.
Pareto diz assim que a sociedade se encontra dividida em:
- Elite – quem exerce o poder
- Massas – são os que são governados (não tem qualquer tipo de poder)
Esta ideia aparece em “Rise and Fall of Elites”, onde começou a escrever as suas primeiras impressões sobre elites. Para ele, as pessoas que chegam ao poder são as melhores porque têm características sociais que as valorizam. A sua abordagem é geral, neutra e objectiva do que considera ser elite. É de notar que esta noção está associada a um principio de superioridade
Em “Tratado de Sociologia Geral” desenvolve o tema das elites considerando existir dois tipos de elites:
- a governante: constituída pelo poder governamental. Não são só os membros do governo, são todos aqueles que tem destaque no aparelho governamental.
- a não governante: são os membros dos partidos da oposição, os sindicatos que não participam directamente na governação dos estados.
Nesta teorização não foi considerado o princípio hereditário. A elite é um processo de ascensão com origem na massa.
Sob esta conjuntura, Pareto elabora a teoria da circulação de elites que exemplifica com uma metáfora a das raposas e dos leões:
- a das raposas é exemplificativa quando é necessário momentos para dialogar
- a dos leões é exemplificativo quando existem momentos onde a força, a imposição de ideias e a determinação são imperativos.
È nas massas onde conseguimos buscar todas estas características
A sua definição de elite tem por base as características psicológicas e de estatística inerente.
Já Mosca tem uma abordagem completamente diferente de Pareto. Ele é formado em direito e especialista em ciência politica.
A sua definição de elite não é diferente da dos outros teóricos.
Ele diz que a classe politica ou classe dominante é aquela que exerce o poder, o que acontece em qualquer sociedade, incluindo a democracia.
A democracia para ele é impostora (só aceite porque a massa a aceita). A democracia nunca vai poder alterar as desigualdades sociais, alterando apenas as elites porque estes vão sendo escolhidos num espaço de tempo, mas não deixa de ser elite, pois, é a ideologia que origina o consenso entre as massas. A democracia é apenas uma forma de legitimar a governação por parte das massas. Tal só acontece porque as massas são desorganizadas. As minorias, as elites são organizadas o que permite um maior consenso.
A Classe politica é uma classe fragmentada e heterogénea que segundo Mosca se divide em :
- Núcleo Principal: é aquele que é constituído pelos que estão no topo com alguma autoridade no estado ou numa empresa.
- Núcleo Periférico: são aqueles que executam o que o núcleo principal define
- Massas: para formar elites, nunca se vai buscar às massas. As elites reproduzem-se a si próprias. São elites subsequentes, pois a massa não consegue
A classe dominante faz se constituir pelo poder militar e económico.
Esta explicação é mais de âmbito sociológico de carácter macro (a realidade no seu todo).
Michels (1876-1936) é alemão, mas naturalizou-se italiano. Foi aluno de Weber, mas foi Mosca quem realmente o influenciou como teórico. Teve actividade politica no partido de Mossulini.
Ao contrario de Mosca, acreditava na democracia e que todos poderiam chegar ao poder, mas que a realidade não demonstrava isso.
Aderiu ao APD, partido alemão democrático e conviveu dentro das estruturas no partido durante algum tempo. Com esta convivência concluiu que todas as estruturas político-partidárias democráticas estão corrompidas, não existindo efectivamente uma violação de igualdade de oportunidades no interior dos partidos. Deste modo, diz que a democracia era uma fraude.
Em “Sociologia dos Partidos Políticos” (1911) desenvolve a lei das oligarquias de ferro. As pessoas quando ascendem as estruturas principais vão se cristalizando. As eleições partidárias só servem para legitimar a escolha, que já está feita previamente. Nestas estruturas, há uma profissionalização do trabalho político e uma reprodução directa de elites nos partidos políticos.
O fenómeno oligárquico consiste apenas numa pessoa ou grupo duro de pessoas que exercem o poder e que vai reproduzindo algumas mutações.
Como causas explicativas do fenómeno oligárquico de Michels apresenta:
- Factores organizativos: econtram-se em qualquer organização. Quanto mais organização, mais competência
- Factores da psicologia individual dos lideres: o desejo de chegar ao poder. O cinismo é a perversão das estruturas democráticas.
- Factores da psicologia das massas: características que as massas têm para não conseguirem chegar ao poder.
Esta abordagem encerra o núcleo de elitistas clássicos.
Michels tem um contributo importante para a abordagem mais objectiva (micro).
Nesta conjuntura, o professor João Bettencourt da Câmara dá-nos uma definição que se aproxima da de Guy Rocher. Contudo o professor, altera-lhe uma parte, na medida em que o carisma é uma característica exclusivamente individual. Assim sendo, elite faz-se compor por grupos ou agregados (não é uma pessoa) que, por deterem poder e/ou autoridade, exercem influencia (é o efeito de poder e de identidade), criando, modificando ou extinguindo condutas socialmente relevantes.
É necessário, assim, para concluir, enunciar todos os tipos de elites:
- tradicional: são conservadoras, apelam a valores tradicionais
- ideológica: tradicionalmente contra o poder
- Tecnocrática: inscrevem-se no poder e autoridade burocrática de acordo com o que está estipulado. Não é um processo natural. As pessoas que fazem parte desta elite são limitadas pela lei.
- económica: tem poder e autoridade. Os indivíduos têm poder de importar e exportar bens económicos.
- simbólica: são relegadas para segundo plano. Centram-se nos valores e símbolos sociais. As pessoas não têm poder, têm alguma autoridade e têkm de facto influencia. Os músicos, os futebolistas, etc, pela sua forma de estar, influenciam as massas. Está em contraposição com a Elite politica.

1 comentário:

Anónimo disse...

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