quinta-feira, 5 de março de 2009

Aula de Psicologia de 5/3/09 por Luís Miguel

Estes Apontamentos são da autoria de Luís Martins. Um grande obrigado ao menino!
Psicologia – 5\3\09

1 – Definições de Psicologia
2 - Psicologia enquanto ciência
3 – Principais ramos da Psicologia
4 – Origens da Psicologia
5 – Correntes actuais da Psicologia

1 – Psicologia é o estudo científico do comportamento de um ser humano e dos processos mentais. Tem uma dimensão complexa e subjectiva
2 – Psicologia é uma ciência (métodos científicos). Começa a dar-se uma preocupação na forma de pensar, agir e sentir nos indivíduos. Aparece no séc. XIX porque surge a importância de olhar para o indivíduo, já que o indivíduo é único, livre e está no centro da corrente humanista, que por sua vez tem uma área de estudo em vários domínios. Ex: arte.
A psicologia tem objectivos e procedimentos científicos. Estuda os processos mentais dos indivíduos. Tem também a parte da experimentação e recorre muito às experiências pois cada individuo tem características diferentes e a partir de um não se percebem todos. Os procedimentos científicos são processos de observação onde se tenta perceber os indivíduos mas nem sempre dá respostas suficientes, o que faz com que se recorra à experimentação. Ex: Laboratórios.
A psicologia também tem alguns princípios científicos, ou seja, tenta afastar-se do seu objecto de estudo de forma a obter uma observação neutra que é o seu principal objectivo. Deve também obedecer a princípios éticos.
Engenharia Psicológica – Muito utilizada na área da aviação. A construção dos aviões tem de atender à posição do piloto, por exemplo, para evitar a ilusão óptica. A psicologia ocupa-se de processos mentais (ex: raciocínio; inteligência) mas também pode agir no foro familiar (Ex: casamento; divórcio).






3 – Biopsicologia – Estuda as bases biológicas dos indivíduos. A dimensão psicológica e social interfere com o nosso organismo. A Biopsicologia estuda os fenómenos micro e através desses estudos juntos consegue apreender melhor os fenómenos macro. Criam-se sub-ramos.
Psicologia Experimental – São processos de percepção, sensação e mais tarde processos mentais. Pensamento acerca do mundo. Explora-se por exemplo aspectos de um modo a se poder produzir conhecimento através da investigação. Tem um campo de acção reduzido. Experimentação em situações hipotéticas. Vai dar origem á Psicologia Cognitiva.
Psicologia Cognitiva – Recorre-se muito à experimentação. São processos de aprendizagem e são também processos mentais superiores. Como aprendemos, retemos processamentos e adquirimos informação.
Psicologia do Desenvolvimento – Todos os indivíduos passam por processo de desenvolvimento desde a nascença até à morte. Estuda as mudanças físicas e psicológicas que o indivíduo sofre ao longo da vida. São mudanças físicas, cognitivas, sociais e emocionais. Influencia os nossos processos mentais. O processo de desenvolvimento vai mudando. O desenvolvimento é diferente através da realidade diferente em que vivemos, o que afecta a nossa dimensão psicológica. O pensamento é afectado pela realidade social.
Psicologia da Personalidade – Há preocupação em perceber a constância ou mudança da personalidade. A personalidade é moldada através da nossa socialização mas também da nossa mente.
Os indivíduos com problemas a nível de perturbações podem ter problemas de personalidade, o que relaciona a Psicologia da Personalidade com a Psicologia Clínica.
Psicologia da Saúde – Explora a relação entre factores psicológicos e doenças ou lesões físicas. Quando ocorrem problemas de saúde originados por problemas a nível psicológico (ex: stress; ansiedade) Neste caso existe muitas vezes um trabalho conjunto da psicologia e da psiquiatria.
Psicologia Clínica – Quando existe um comportamento desviante ou perturbado. É o ramo da Psicologia que emprega mais psicólogos. Tem tido um maior desenvolvimento quando comparada com outros ramos da Psicologia. Este ramo estuda, faz diagnóstico e trata de determinado comportamento perturbado, que é causado através de um comportamento desviante
Aconselhamento Psicológico – Este ramo não tem um grande desenvolvimento mas tem vindo a melhorar. Trata de problemas de ajustamento educacional, social e de carreira (ex: adaptação laboral). Trata de assuntos relacionados com os processos de ensino e aprendizagem.
Psicologia Escolar – Está relacionada com a inserção do aluno na escola. Dificuldades de aprendizagem não relacionadas com a memória ou com o factor cognitivo mas sim com problemas psicológicos. Avalia o desenvolvimento de estratégias para resolver problemas que as crianças dos vários tipos de ensino, desde o primário até ao universitário, apresentam a nível académico e emocional.
Psicologia Social – Pretende compreender como os grupos sociais influenciam o indivíduo, ou seja, são processos grupais que influenciam o indivíduo. Estuda a maneira como os pensamentos, sentimentos e acções das pessoas são afectadas por outras.
Psicologia da Mulher – Apareceu devido principalmente devido aos processos de descriminação que as mulheres são sujeitas. Porque é que são descriminadas; como as mulheres lidam com isso, etç. Concentra-se nos factores relacionados com o comportamento e desenvolvimento feminino.
Psicologia do Consumidor – Estuda a forma e a estratégia como determinada campanha influencia cada individuo a adquirir um determinado bem. Analisa hábitos de compra das pessoas e os efeitos de propaganda nos seus hábitos de consumo. No entanto o consumidor é também influenciado pelo meio social.
Psicologia Organizacional e Industrial – Estuda aspectos importantes para a indústria. Pretende perceber quais são os níveis de motivação, satisfação e adaptação, ou seja, como a produtividade é afectada pelos indivíduos. Integra assuntos como a produtividade, a satisfação no local de trabalho e a tomada de decisões. Preocupa-se também com o modo como as empresas utilizam as novas tecnologias pois podem causar lesões (ex: lesões oculares; cardiovasculares). Este ramo da Psicologia aparece ligado à Psicologia das Organizações.
Psicologia Intercultural – Ganhou um novo fôlego com o aumento das deslocações migratórias. Estuda as formas de reagir, pensar e agir numa nova dimensão cultural. Investiga as semelhanças e diferenças no funcionamento psicológico em várias culturas e grupos étnicos.

Primeira Aula de Psicologia

05/03/09

Nasce no século XIX de modo formal. É lhe associado o movimento humanista como grande influencia para a sua criação.

A psicologia está relacionada com nosso comportamento, esta preocupação surge só apenas quando o homem se torna sedentário, pós revolução industrial. É o estudo científico do comportamento e dos processos mentais. O psicólogo estuda o individuo nas áreas da memoria, raciocínio, tomada de posição, mediação familiar e aconselhamento, …

A psicologia é uma ciência, pois tem um objecto de estudo como todas as outras, os comportamentos do indivíduo e um método científico. O método de estudo é sobretudo a observação e a experimentação. Os investigadores/psicólogos tem que ser imparciais. Tem objectivos especiais, isto é, estuda os modos como o indivíduo age, faz experimentação, socorre-se das experiencias alargadas, obedece a princípios científicos, sendo os psicólogos investigadores fora do problema em si.

As duas áreas mais próximas da psicologia são a biologia (Biopsicologia) e a Sociologia (Sociopsicologia e Psicologia Social).

Há contudo ainda áreas na psicologia pouco abordadas, entre elas a Engenheira psicológica que é usada na aviação sobretudo, pois o avião tem que ser feito de maneira a que o homem se adeqúe à máquina para evitar, por exemplo, a ilusão óptica.

Principais Ramos da Psicologia:
Biopsicologia: intimamente ligada aos primeiros estudos psicológicos. A biologia era a ciência da moda no século XIX e ajudou a psicologia a estudar os comportamentos biológicos, já que a dimensão psicológica afecta a biológica – Exemplo: A fome. É o estudo das bases biológicas do comportamento. A Imagiologia do cérebro permite observar o funcionamento do cérebro, através de 3D, dando um grande impulso à biopsicologia e assim à psicologia. Em suma, é o estudo das bases biológicas do comportamento.
Psicologia Experimental: Mais a frente centrou-se em questões de aprendizagem, porque a psicologia tornou-se mais complexa do que estudar percepções e sensações. Contudo, explora questões de como produzir conhecimento. Não tem um campo de acção muito definido. Procura verificar como reagimos aos estímulos exteriores (sensoriais). É uma área muito académica. Em suma, estuda os processos de sensação, percepção, aprendizagem e pensamento acerca do mundo.
Psicologia Cognitiva: ganhou autonomia da Psicologia experimental no século XX. Estuda a inteligência, o raciocínio, linguagem, pensamento e também a memoria. Recorre muito à experimentação, dada a sua origem. Está ligada à aprendizagem nas crianças e jovens adolescentes. Todos estes elementos só foram objecto de estudo da psicologia através da sua evolução. Em suma, a psicologia cognitiva estuda os processos mentais superiores.
Psicologia do Desenvolvimento: todo o individuo passa por este processo. Esta área vai se concentrar nas mudanças que o indivíduo sofre ao longo do tempo, quer física, quer, principalmente, psicológicas. O físico pode afectar o psicológico. Além das mudanças físicas e psicológicas, estuda igualmente as mudanças sociais, cognitivas e emocionais. Em suma, identifica as mudanças físicas, cognitivas, sociais, e emocionais que ocorrem ao longo da vida.
Psicologia da Personalidade: compreende as mudanças e as constâncias da personalidade do indivíduo de modo a que possa sobreviver. A personalidade é algo que se vai formando ao longo da vida (visão neo-freudiana). Procura compreender as diferenças do indivíduo e tudo o que envolve essas diferenças. É procurada pelas empresas para poder gerir e resolver alguns conflitos e problemas existentes nas empresas. Em suma, procura explicar a consistência e a mudança no comportamento das pessoas ao longo do tempo e os traços que distinguem umas pessoas das outras quando confrontadas com a mesma situação.
Psicologia da Saúde: Explora a relação entre factores psicológicos e doenças ou lesões físicas. Resulta também da inadaptação. É uma área ainda em expansão, pois a sociedade actual é caracterizada pelo stress e conflitos. Ajuda o indivíduo lidar com a própria doença. Em suma, explora a relação entre factores psicológicos e doenças ou lesões físicas.
Psicologia Clínica: área mais conhecida, na qual a maior parte dos psicólogos são especialistas. Estuda essencialmente o comportamento desviante, dito “anormal”. Faz o diagnóstico e ajuda o indivíduo com problemas psicológicos. Em suma, estuda, diagnostica e trata o comportamento perturbado.
Aconselhamento Psicológico: pouco desenvolvido em Portugal, mas tem vindo a crescer. Trata de problemas de ajustamento educacional, social e de carreira. Ajuda a fazer escolhas, tomar decisões. Está normalmente localizado nas escolas.
Psicologia Educacional: está ligada ao aconselhamento psicológico. É ajudar a fazer escolhas. Esta intimamente ligada à investigação e à pedagogia. Serve essencialmente para melhorar os processos de ensino e os métodos de estudo. Em suma, trata de assuntos relacionados com o processo de ensino e de aprendizagem.
Psicologia Escolar: área mais interventiva, tenta resolver os problemas da criança e do jovem. Em suma, avalia e desenvolve estratégias para resolver problemas que as crianças do ensino pré-primário, primário e secundário apresentam ao nível académico e emocional.
Psicologia Social: estuda como a sociedade influencia o indivíduo. Em suma, estuda como os pensamentos, sentimentos e acções das pessoas são afectadas por outras.
Psicologia da Mulher: aparece por causa dos processos discriminatórios que as mulheres têm vindo a ser sujeitas. Estuda quais são as diferenças biológicas que causam o desequilíbrio entre homens e mulheres e como a mulher se sente com isso. Estuda as especificidades da mulher, como por exemplo a depressão pós parto – vai relacionar alguns elementos da biologia. Em suma, concentra-se nos factores relacionados com o comportamento e desenvolvimento feminino.
Psicologia do Consumidor: centra-se na área do grupo, da audiência e como é que uma campanha pode influenciar um indivíduo para comprar um determinado produto. Estuda a posição em que um individuo se coloca em relação a um determinado produto. Está intimamente relacionado com os hábitos de consumo e como o indivíduo os define de acordo com as sensações e mecanismos mentais. Em suma, analisa os hábitos de compra das pessoas e os efeitos da propaganda nos seus hábitos de consumidor.
Psicologia Organizacional e Industrial: trabalhada também a nível da Sociologia das Organizações e do trabalho. Estuda as motivações humanas em relação com a produtividade no trabalho. Em suma, integra assuntos como a produtividade, satisfação no local de trabalho e tomada de decisões.
Psicologia Intercultural: ganhou folgo com os processos migratórios. Procura compreender os mecanismos e influências dos comportamentos entre culturas. Em suma, investiga as semelhanças e diferenças no funcionamento psicológico em várias culturas e grupos étnicos.

II Aula de Gestão

04/03/2009

A Cultura Organizacional é o ponto fulcral da disciplina na qual nos diz como se faz qualquer coisa.

Para chegarmos ao conhecimento é preciso saber como gerir as informações. Gerir é conseguir resultados e ser responsável por eles. Também tem que se perceber os seus mecanismos. Para isso é necessário competitividade, resolução de problemas mais depressa e com maior consistência.

As empresas não podem esquecer os seus objectivos que são compostos:
Resultado;
Prazo;

Recursos e Meios.
Interpretação do esquema: Os resultados têm que ser atingidos num prazo de acordo com os recursos. Sem esquecer igualmente a avaliação (em gestão avalia-se constantemente).

Liderança? Processo de influencia social no qual o líder procura obter a participação voluntária dos colaboradores num esforço para atingirmos objectivos de organização.

Gestão:
Objectivos gerais: facultar uma aproximação aos conhecimentos das empresas de forma a poderem obter uma melhor percepção sobre a informação necessária para compreender o comportamento do sistema e dos actores. Interessa saber os conceitos fundamentais da gestão, do papel do gestor e das principais funções de gestão numa perspectiva de três subsistemas existentes em qualquer organização (Operacional; de Gestão; Institucional).
Objectivos específicos: familiarizarmo-nos com a especificidade da gestão empresarial através das suas diversas funções e da análise dos seus processos de trabalho e de tomada de decisão.
Perfil de Saída: A gestão destina-se a facultar uma visão das inter-relações entre as diversas funções empresariais com o Locus de trabalho futuro do Sociólogo em contextos organizados.

O que é uma organização/empresa?
* Constituídas por duas pessoas ou mais.
* Há relações de cooperação
* Coordenação formal de acções (se esta não existir, não pode haver organização)
* Diferenciação de funções (cada um faz aquilo para o qual tem mais competências)
* Estrutura Hierarquizada (está definido até na Lei que tem de haver um “gerente”. As funções tem ligações entre as outras, mas há quem tenha mais ou menos poder de decisão).
* Existência de Fronteiras (tem uma área especifica de actuação; filosofia da Gestão, cultura organizacional, inter-relação entre pessoas).
A empresa, a organização é um “bicho”, orgânico, vivo, não pode nunca ser mecânico.
Scott – “colectividades orientadas para a procura de objectivos específicos e que exibem estruturas sociais com uma formalização relativamente elevada”.
Morgan – “sistemas vivos que existem num envolvente mais vasta, da qual dependem para a satisfação das suas diversas necessidades”.
Kamoche – “colectividades capazes de alcançar os seus objectivos por permitirem aqueles que nelas trabalham o alcance dos seus próprios objectivos”.
Pode-se concluir assim que a empresa, a organização é:
Conjunto orgânico de pessoas, estruturas, procedimentos e comunicações que asseguram, por um lado, o funcionamento eficaz da empresa no presente e, por outro lado, preparam as informações e os meios que permitirão a sua adaptação para o futuro, ou seja a sua sobrevivência:
Estabelecimento de relações activas com a envolvente;
Recolha, descodificação e tratamento de informações externas e internas:
Preparação de soluções e respostas adaptadas;
Preparação e execução de planos de acção e de progresso em todos os domínios.

quarta-feira, 4 de março de 2009

Primeira Aula de Gestão




Dado ser esquema, limitei-me a fazer scan dos meus apontamentos. O contacto de um professor não está completo. Gostaria que alguma alma caridosa me facultasse ;)


Primeira Aula de Antropologia

2009/03/04


Antropo – Vem do grego, que significa homem.
Logia – vem do grego Logos que significa ciência, razão, pensamento, lógica, razão.

A Antropologia é uma área disciplinar diversificada que geralmente representa o estudo do homem, ou seja, olha para o que é o homem, estudando os aspectos quer são comuns a todos os homens – a Cultura – contudo, também estuda as diferenças que existem entre os homens – a forma como nos alimentamos. Tem uma perspectiva ou abordagem comparativa, sem envolver juízos de valor. Aceita o discurso do “relativismo cultural”, abstém-se de catalogar – o exemplo de haver sociedades mais ou menos desenvolvidas que outras. Inicialmente, os Antropólogos estudavam as sociedades primitivas com características etnocêntricas e eurocêntricas, ou seja, era uma visão preconceituosa. A sua investigação estava carregada de valores morais – faziam-se juízos de valor.
A primeira grande teoria antropológica é evolucionista.
A Antropologia é o estudo do “outro”, isto significa vermo-nos ao espelho (metáfora antropológica), olhamos assim a diferença, e vermos como nós igualmente somos diferentes. Tradicionalmente a Antropologia estuda culturas diferentes daquelas da origem do investigador. A Antropologia surgiu com um olhar especial sobre as outras culturas, igualmente apelidadas de sociedades exóticas ou primitivas (sociedades que o exploradores na época dos descobrimentos encontraram em África, América, e Ásia). Contudo, nos anos 50/60, a Antropologia sofre uma crise no seu objecto de estudo graças ao fim do colonialismo, pois começou a haver falta de condições de trabalho bem como de meios para se chegar ao sitio do trabalho de campo. Devido a este facto, a Antropologia dedica-se à variante Urbana (Antropologia Urbana), assemelhando-se à Sociologia.
A Antropologia não tem uma vocação especial para o estudo do passado. Pelo contrário, tem uma vocação para o estudo do presente como se poderá constatar pela sua metodologia.
A Antropologia, tal como a Sociologia, é uma ciência recente tendo forma só a partir de 1850, mas de forma indefinida e limitada, afirmando-se apenas no século XX, depois da I Guerra Mundial, onde as ideais e os métodos da Antropologia se tornam claros.

A Antropologia divide-se em dois grandes ramos (forma geral):
Antropologia Cultural / Social: A designação americana preferencial é cultural, a britânica é social. Os franceses chamam-lhe também cultural ou etnológica. Genericamente é a área que tem interesse particular com o comportamento e com a nossa acção cultural (exclusiva do homem). É no contexto desta área que nos interessamos pela cultura e que nos definimos como homens. É a maior subdisciplina da Antropologia, estudando o homem como ser cultural. Estudam-se objectos diversificados, abarcando muitos interesses como identidades étnicas (comunidade guineense ou cabo verdeana em Lisboa), cultura de género (as mulheres chinesas ou indianas) e as Identidades nacionais. Neste ramo estuda-se o “outro”, isto é, a cultura do “outro”. Olhar para o “outro” é olharmos para nós próprios, e é através deste olhar que se estabelecem as diferenças.
Na antropologia cultura estuda-se ainda:
As universais culturais – que são modos de pensamento, acção e comportamento comuns a todos os homens em qualquer parte do mundo – a linguagem, práticas contemporâneas de comportamento (Bom dia ou Boa Tarde);
A diversidade cultural – estuda as especificidades das universais culturais. É enorme a diversidade e é onde se centra a antropologia, ou seja, o olhar o outro, o olhar o diferente.
A Antropologia Cultural tem como bases de apoio para sustentar a sua produção científica dois pilares:
Etnografia (ou método etnográfico): foi o que definiu a prática da Antropologia. Implica a recolha de dados no terreno – observação directa – que implica a prática do trabalho de campo; encara-se o trabalho de campo como uma obrigação, sendo mesmo considerada o maior contributo da Antropologia para as ciências sociais e humanidades. Contudo, hoje, não é só o antropólogo que se dedica a este tipo de estudo, o Sociólogo também o faz. O trabalho de Campo é uma experiencia marcante porque há deslocação física, mas também, e sobretudo, cultural. O trabalho de campo está intimamente ligado com a observação participante (técnica de pesquisa em que o investigador faz parte do grupo em estudo, isto é observar e participar nas actividades quotidianas de um grupo) Este tipo de observação vai influenciar as conclusões finais, todavia, o antropólogo ou outro investigador tem que ser crítico em relação aos resultados. Assim, a imparcialidade é tida como ideal
Teoria: são património essencial da Antropologia. É das teorias que se pode retirar o corpo teórico. Foi a partir dos povos primitivos e da visão de que eles eram primitivos que nasceu o evolucionismo (grande escola da antropologia). Asa teorias devem ser expostas a um método de falsificação (Karl Popper) da qual deve prevalecer a teoria que melhor se adequa na altura. As teorias são construções históricas e têm de ser enquadradas num contexto.

Antropologia Física ou Biologia – a designação preferencial da escola americana é Física, da escola britânica é Biológica. Está centrada para questões do ponto de vista biológico, da evolução do homem (primatologia). A Antropologia Forense é exemplo deste tipo de antropologia, pois trata o homem na sua evolução e na sua genética.

A Antropologia está bastante especializada por muito que se diga que é apenas o estudo cultural. Isto acontece após 1940 com:
Antropologia Politica: estuda o poder e a forma como ele é exercido. O poder é cultural, o antropólogo interessa-se apenas por questões de eleição que diferiam culturalmente.
Antropologia Económica: práticas de produção, distribuição e consumo a nível cultural, ou seja, quer-se perceber como a cultura influencia os mercados.
Antropologia da Saúde: o olhar sobre a dor, sobre a doença, a relação entre as medicinas convencionais e alternativas e como é que se deixa cair a convencional numa época onde as tecnologias de ponta estão em voga.
Antropologia de Género – vocacionada para a construção da masculinidade e feminilidade
Antropologia Urbana – estuda as culturas especificamente urbanas, isto é, existentes só em cidades (grandes centros urbanos).
Antropologia Aplicada – é diferente de todas as outras. Tem como objectivo a resolução de problemas práticos.

Programa de Psicologia




segunda-feira, 2 de março de 2009


Aqui vai a programação da cadeira Introdução á Gestão: